Hospital

De hospital do mal de Hansen (lepra) a hospital moderno

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A trabalhar na leprosaria desde 1955, os frades franciscanos só em Maio de 1969 vêem o Governo da Colónia entregar-lhes oficialmente o complexo hospitalar e os terrenos adjacentes. É o Governador Pedro Cardoso que em 20 de Maio de 1969 manda publicar o decreto que institui formalmente o que a Missão de Cumura é hoje:

Considerando que os Missionários Franciscanos de Veneza que vieram a esta Província para tratar da lepra no Hospital-Colónia de Cumura se adaptaram às exigências do tratamento dos leprosos, revelando muita dedicação, espírito humanitário e de sacrifício, realizando um trabalho notável sob todos os pontos de vista, devendo destacar-se os trabalhos de carácter religioso e social durante a breve permanência neste Hospital-Colónia ... o Encarregado do Governo da Guiné decide: Que os terrenos que faziam parte da reserva do Estado a cargo da Missão contra a Tripanossomíase, com a área de 108,2 hectares, situados na região de Cumura, do posto administrativo de Prábis, sector de Bissau, confinante a norte e oeste com o Rio Péfine e a sul com o terreno agrícola e a Missão católica de Cumura, passem a constituir uma reserva parcial para o tratamento da lepra, a cargo da Missão católica de Cumura.

O Pe Settimio reconhece que esta doação significa "mais trabalho para nós, mais responsabilidade diante do Governo, a sociedade civil e a Igreja; mas finalmente ficaremos livres para pedir ajudas económicas a tanta gente de boa vontade que terá a satisfação de ver dentro de pouco tempo as barracas de pedra e palha mudadas em pavilhões e aldeias novíssimos, dignos da nossa civilização, fornecidos de água, energia eléctrica, de campos de jogos, de modernas enfermarias, de nova cozinha e serviços higiénicos".

Liderados pelo Pe Ferrazzeta os frades lançam-se à obra:

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